Lula e Flávio Bolsonaro intensificam disputa por votos na reta final da eleição
Campanhas concentram esforços nos eleitores ainda indecisos e apostam em estratégias diferentes para os últimos dias antes do primeiro turno
A corrida pela Presidência da República entra na reta final com Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) concentrando esforços para conquistar eleitores que ainda podem mudar de escolha. Com o primeiro turno marcado para outubro, as campanhas intensificaram a apresentação de propostas, críticas aos adversários e estratégias para tentar ampliar suas bases eleitorais.
Levantamentos divulgados ao longo de setembro apontaram uma disputa apertada entre os dois principais candidatos. Na pesquisa Quaest divulgada em 21 de setembro, Lula apareceu com 37% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio Bolsonaro. A margem de erro era de dois pontos percentuais.
Lula aposta em medidas de forte alcance popular
Na reta final, a campanha de Lula passou a destacar medidas relacionadas a renda, saúde e apostas online.
Entre as ações estão o reajuste do Bolsa Família, a promessa de disponibilização de medicamentos para tratamento da obesidade pelo SUS e a ofensiva do governo contra as chamadas bets. O Ministério da Saúde confirmou que avalia a incorporação desses medicamentos ao sistema público e informou que a eventual oferta dependerá de critérios médicos e de um protocolo específico.
O reajuste do Bolsa Família também entrou no centro da estratégia eleitoral. Segundo informações divulgadas sobre a medida, o benefício mínimo passou de R$ 600 para R$ 691, com os novos valores previstos para começar a ser pagos em outubro.
Já em relação às apostas online, o governo adotou uma postura mais restritiva e passou a defender medidas contra os cassinos virtuais. Lula também vem relacionando o tema ao endividamento das famílias.
Flávio busca concentrar votos da direita
Do outro lado, Flávio Bolsonaro trabalha para ampliar sua votação entre eleitores que apoiam candidaturas de outros nomes da direita e do centro-direita.
A estratégia conhecida como “voto útil” busca convencer parte dos eleitores de candidatos como Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Augusto Cury a concentrar seus votos em uma candidatura com maior percentual nas pesquisas.
Esse movimento ganhou espaço nos últimos dias de campanha diante da proximidade entre os principais candidatos em diferentes levantamentos.
Debate da Globo entra no centro da reta final
Outro acontecimento que ganhou importância na campanha é o debate presidencial previsto para quinta-feira, 1º de outubro, na TV Globo.
A emissora convidou Lula, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury e Ronaldo Caiado para o confronto. Até esta segunda-feira (28), Lula e Flávio ainda não haviam confirmado oficialmente a participação. Flávio condicionou sua presença à participação do atual presidente.
O encontro poderá colocar Lula e Flávio frente a frente em um dos últimos grandes momentos de exposição nacional antes da votação.
Eleitores indecisos no foco das campanhas
Com a aproximação do primeiro turno, as campanhas também passaram a mirar eleitores que ainda não consolidaram sua escolha.
As pesquisas divulgadas durante setembro apresentam diferenças entre os institutos e mostram variações dentro da margem de erro. Na pesquisa BTG/Nexus divulgada em 21 de setembro, por exemplo, Lula registrou 40% e Flávio Bolsonaro 37% no primeiro turno, enquanto outros candidatos apareceram com percentuais menores.
O cenário faz com que os últimos dias sejam marcados por intensa disputa por exposição, principalmente entre os candidatos que aparecem nas primeiras posições.
A nova rodada da pesquisa Quaest, prevista para esta segunda-feira (28), é uma das últimas sondagens do instituto antes do primeiro turno e deve mostrar como o eleitorado chega à fase final da campanha.
Com pouco tempo até a votação, Lula e Flávio concentram suas estratégias na conquista dos votos ainda em disputa, enquanto os demais candidatos buscam preservar espaço na corrida presidencial.
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