União Progressista deve ficar neutra e não apoiar Flávio Bolsonaro na disputa pela Presidência

Nos bastidores, dirigentes das duas legendas avaliam que, sem uma aliança nacional, os diretórios estaduais terão autonomia para definir quais candidatos apoiar em cada estado, de acordo com as estratégias políticas locais.

União Progressista deve ficar neutra e não apoiar Flávio Bolsonaro na disputa pela Presidência
Federação entre União Brasil e PP sinaliza neutralidade e afasta apoio nacional a Flávio Bolsonaro

A federação formada pelos partidos União Brasil e Progressistas (PP) caminha para adotar uma posição de neutralidade na eleição presidencial e, com isso, não deve declarar apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto.


Nos bastidores, dirigentes das duas legendas avaliam que, sem uma aliança nacional, os diretórios estaduais terão autonomia para definir quais candidatos apoiar em cada estado, de acordo com as estratégias políticas locais.


A decisão é resultado de uma série de desgastes entre lideranças da federação e o senador nos últimos meses. Além disso, parlamentares, principalmente das regiões Norte e Nordeste, defendem que os partidos mantenham independência na disputa presidencial para evitar impactos nas campanhas estaduais.


Entre os fatores que contribuíram para o distanciamento está a insatisfação de dirigentes do PP, que esperavam manifestações públicas de apoio de Flávio Bolsonaro em episódios envolvendo integrantes da legenda. O União Brasil também teria demonstrado incômodo após acontecimentos recentes envolvendo aliados políticos do senador.


Apesar da tendência de neutralidade na eleição para presidente, lideranças partidárias indicam que os diretórios estaduais continuarão livres para formar alianças locais, o que poderá resultar em diferentes posicionamentos conforme a realidade política de cada estado.


Em São Paulo, por exemplo, integrantes do Progressistas defendem apoio a Flávio Bolsonaro com o objetivo de fortalecer candidaturas do partido na disputa pelo Senado. A estratégia faz parte das articulações para as eleições gerais, quando também serão renovadas 54 das 81 cadeiras do Senado Federal.

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